Cris Iório
Em meados dos anos 90, surgiu no cenário
musical brasileiro a banda de rock Fênix Fenícia. Em uma época em que o sucesso era medido
pelo número de CDs vendidos e aparições na tevê em programas de auditório, a
fama não tardou e os meninos da Fênix ganharam uma legião de fãs. O grupo
carioca era formado por Cris Iório no vocal, Cláudio Iório na guitarra, Davi
Silva no baixo e Augusto Drupet na bateria. Cris, o talentoso e carismático vocalista da banda, em poucos anos foi alçado ao primeiro escalão dos artistas nacionais. Suas letras poéticas e rebeldes, com uma pegada que lembrava do punk brasiliense dos anos 70 e 80, incendiavam plateias país afora. Seus hits radiofônicos, sua aparência à la Jim Morrison e sua personalidade arredia contribuíam para um artista mítico.
Mas, além dos palcos, Cris levava uma vida totalmente desregrada. O produtor musical Ricardo Salém, principal responsável pelo sucesso inicial da Fênix, definiu o cantor da seguinte forma: “Ninguém controla Cris Iório. Nem a gravadora, nem ele mesmo. É uma carreta desgovernada a 120 por hora”.
Em 2005, quando a indústria fonográfica começava a sofrer grandes transformações em função das novas mídias e da internet e o rock perdia espaço nas rádios, Cris sofreu talvez sua pior derrota: seu irmão e parceiro de banda, Cláudio Iório, morreu em um acidente automobilístico. O cantor se afundou ainda mais no álcool e nas drogas, o que fez nascer uma grande incógnita sobre o futuro da banda e de sua própria vida.
Mas a vida continuou. E com ela, novas polêmicas: Cris e Davi brigaram. A Fênix Fenícia acabou definitivamente em 2006. Nesse mesmo ano, uma internação no CTI gerou polêmica e comoção nacional: o cantor teria tido uma overdose, mas a versão oficial fala em AVC. O fato é que o artista voltou aos palcos com uma nova banda no ano seguinte. Mas não por muito tempo. Poucos shows, nenhum novo hit.
Desde então, a vida de Cris Iório é um grande mistério. Talvez tenha morrido em 2006 e substituído sem sucesso por um sósia. Talvez esteja ao lado de seu ídolo Jim Morrison em algum vilarejo da África, bebendo vinho e escrevendo poesia. Talvez morra amanhã assassinado com quatro tiros na porta de casa.
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